:: ENOTURISMO E INDICAÇÃO DE PROCEDÊNCIA - 02/12/2009 ::

ENOTURISMO E INDICAÇÃO DE PROCEDÊNCIA DO VALE SERVEM DE EXEMPLO A OUTRAS REGIÕES VITIVINÍCOLAS DO BRASIL E EXTERIOR

Com 31 vinícolas e mais de quatro dezenas de empreendimentos ligados ao setor, o modelo de sistema enoturístico implantado no Vale dos Vinhedos vem servindo de referência para outras regiões vitivinícolas do país e também do exterior. Única região do Brasil a ostentar o selo de Indicação de Procedência em seus vinhos, o Vale registra crescente visita de estudantes, empresários, produtores de vinho e profissionais do setor motivados em conhecer e promover o intercâmbio de experiências com os empreendedores do roteiro.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Jorge Tonietto, o fato de o Vale dos Vinhedos ser a primeira região a obter Indicação geográfica reconhecida no Brasil mostrou para o setor vitivinícola que o trabalho conjunto possibilita ganhos tanto na valorização do produto como na conquista de mercados. “É por isso que outras regiões produtoras de uva e vinho buscam no Vale o modelo que pode ser empregado no desenvolvimento da vitivinicultura em outros locais do Brasil e também do Exterior” destaca ele que foi um dos responsáveis pelos trabalhos para a busca da Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos (I.P.V.V.).

Na Serra Gaúcha, a experiência do Vale dos Vinhedos vem servindo de referência para quatro associações vitivinícolas: a Aprobelo, de Monte Belo do Sul; Asprovinho, de Pinto Bandeira; Afavin, de Farroupilha e Apromontes, de Flores da Cunha e Nova Pádua. Já fora do Brasil a vocação enoturística e o reconhecimento alcançado após a conquista da Indicação de Procedência também vem chamando a atenção dos vitivinicultores. Tanto que visitantes de países como Holanda, Inglaterra, Estados Unidos, Japão e Suíça já estiveram no Vale para conferir in loco o trabalho desenvolvido na região.
“Até da França, da região de Champagne, que já conquistou a Denominação de Origem já tivemos visita”, afirma o enólogo Adriano Miolo.


MODELO SERVE PARA A BOLÍVIA
Uma comitiva de empresários, autoridades e agentes de desenvolvimento do setor vitivinícola da Bolívia esteve na região entre os dias 23 e 26 de setembro, realizando visitas técnicas. O objetivo da viagem foi estabelecer um intercâmbio de experiências entre as empresas da região, bem como, com as instituições de pesquisa e desenvolvimento vitivinícola com o setor produtivo da região de Tarija, na Bolívia.

PRODUÇÃO BOLIVIANA
Tarija concentra 80% da produção nacional de vinhos e de Singani, um produto destilado de vinho típico do país. A região está dando início ao trabalho em busca da obtenção da uma indicação geográfica assim como de estruturação e qualificação dos empreendimentos para trabalhar com enoturismo.
A região conta com aproximadamente 1,6 mil hectares de videiras, cultivadas em áreas de altitude, sendo que 55% são da variedade Moscatel de Alejandria, variedade destinada à produção de Singani. A produção restante é destinada para elaboração de vinhos de mesa e finos a partir de variedades internacionais. Apesar de já ter tradição na produção vinícola, a região não elabora espumantes e apresenta um interessante crescimento de mercado no segmento de vinhos.

Fonte: APROVALE


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